Por que eu grito com meus filhos e depois me sinto a pior mãe do mundo?
São 18h. Um filho pede colo, outro chama do quarto, tem alguma coisa no fogo e alguém começa a chorar.
Você responde gritando.
Depois vem aquele silêncio. E um pensamento que dói mais do que o próprio grito: “eu sou uma péssima mãe”.
O grito não começou naquele momento
Ele começou nas interrupções do dia inteiro. Na preocupação que você não contou para ninguém. Na noite mal dormida. Na quantidade de decisões pequenas que precisou tomar. Na fome, no barulho e em tudo o que foi deixando para depois.
Quando chega no fim do dia, não é que aquele pedido tenha sido grande demais. Você é que já estava no limite.
Isso não transforma o grito em algo bom nem tira sua responsabilidade. Mas muda a pergunta. Em vez de “o que há de errado comigo?”, talvez seja melhor perguntar: “o que vem acontecendo comigo antes de eu chegar nesse ponto?”.
Pedir desculpas também educa
Você pode reconhecer que errou, pedir desculpas e retomar o vínculo. Não precisa fazer um discurso enorme. Algo simples e verdadeiro já ensina que pessoas que se amam também falham, reparam e tentam de novo.
Mas reparar com o filho não elimina a necessidade de olhar para você. Em quais horários você costuma perder a paciência? O que seu corpo avisa antes? O que você está tentando carregar sozinha?
Quando esse ciclo se repete
Se você passa o dia tentando controlar a irritação e a noite se culpando pelo que fez, pode ser importante procurar ajuda. Não para aprender a ser uma mãe que nunca erra. Mas para entender o que está por trás dessas reações e conseguir responder de outro jeito.
Você se reconheceu nesse ciclo?
Me chama no WhatsApp e eu explico como funciona o acompanhamento.
Falar comigoTexto informativo. Ele não substitui uma avaliação psicológica individual.