A maternidade mudou você. Mas você não desapareceu.
Você sabe o horário do remédio, o tamanho da roupa, o que cada filho gosta de comer e qual deles vai precisar de você primeiro quando todo mundo começar a chamar.
Mas talvez demore para responder quando alguém pergunta do que você gosta.
Não porque deixou de existir. Mas porque, por muito tempo, quase tudo em você precisou ficar para depois.
É possível amar a maternidade e sentir falta de si
Uma coisa não anula a outra. Você pode amar seus filhos e ainda sentir falta do silêncio, do trabalho, da liberdade ou da mulher que era antes de alguém chamar você de mãe.
Essa saudade não significa arrependimento. Significa que sua identidade é maior do que uma única função, mesmo quando essa função é uma das coisas mais importantes da sua vida.
Nem sempre voltar é o caminho
Muita mulher diz que quer “voltar a ser quem era”. Mas aquela mulher também mudou. Talvez o caminho não seja voltar. Talvez seja descobrir quem você está se tornando com tudo o que viveu.
Começar pequeno ainda é começar
Pode ser retomar uma leitura, sair sozinha por uma hora, pedir ajuda, voltar a estudar ou admitir que tem alguma coisa em você pedindo espaço.
Não precisa virar uma grande transformação de uma vez. Às vezes, reconectar-se consigo começa por perceber que você também está na lista das pessoas que precisam do seu cuidado.
Você sente que se perdeu no meio das demandas?
Me chama no WhatsApp e eu explico como funciona a psicoterapia online.
Falar comigoTexto informativo. Ele não substitui uma avaliação psicológica individual.